DE ÁRVORE, RAIZ E PESSOAS
Passo um fragmento
luminoso de tinta de caneta incandescente, nas letras de um verso
qualquer que me encantou e saio acompanhada por ele.
Meu primeiro nome começa com A, de árvore, e termina com a de asa
No fim do último sobrenome, o s de sombra, que se projeta nas calçadas e paredes
Mas sinto que minha alma é mesmo raiz e vejo tudo o que se passa por mim, silenciosamente, mesmo desarrumada de luz, e quebro ao meio a indiferença desta manhã.
Vejo as pessoas que passam com seus pensamentos ruidosos e espumas nos passos.
Meu primeiro nome começa com A, de árvore, e termina com a de asa
No fim do último sobrenome, o s de sombra, que se projeta nas calçadas e paredes
Mas sinto que minha alma é mesmo raiz e vejo tudo o que se passa por mim, silenciosamente, mesmo desarrumada de luz, e quebro ao meio a indiferença desta manhã.
Vejo as pessoas que passam com seus pensamentos ruidosos e espumas nos passos.
Para algumas que
passam perto e me olham com olhos laboriosos, cintilo minha voz com
um bom dia, na cor azul dos cristais translúcidos da pulseira que
uso.
Volto para casa,
pois preciso de água para a minha sede de árvore, pois não conheço
outra verdade
que me faça ser raiz.
que me faça ser raiz.






